sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

. . . C a r n e . . .

Mundos vermelhos talvez não existam, mas eu conheci um... Quando entrei logo imaginei que seria fantasia, mas era real, e vermelho. Suas portas se abriram e junto a outros entrei. Senti calor, senti meus olhos se contorcerem e ao mesmo instante senti desfalecer as paredes. Já tirando algumas peças de roupa percebi o quanto aquilo me cheirava a paixão, daquelas avassaladoras, que vira tua vida ao avesso e teu mundo por inteiro. Foi aí que me situei, estava num mundo de sentimentos, exatamente no do amor, justificava-se a cor por este fato. Brisei e brisei novamente, e sem alucinógenos no meu sangue, na minha mente. Fiquei a andar por esse mundo, havia assentos, também vermelhos, no qual me sentei em um, a sensação me lembrava flutuar no mar. Neste instante vi um filme passar na minha frente, era uma retrospectiva dos momentos felizes que passei com namorados, ficantes e amantes, vi aqueles momentos tristes também, entretanto estes eram em menor escala, que se apagavam rapidamente. Deste modo uma felicidade quis entrar em mim, e ela conseguiu. Me senti confortavelmente anestesiada, assim como na música do Pink Floyd: relax relax. Mas então vi as luzes, raios verdes, que pouco a pouco, foram manchando o vermelho do meu mundo... Sim, o filme foi apenas fantasia da minha cabeça, mas este mundo vermelho existiu e se chamava carne, ônibus carne. Os raios verdes eram a luz de fora que entrou pela janela, que havia sido aberta. Logo desci, e ele caiu na estrada, foi embora... Meu coração, meu pedaço de carne que partiu. by Aricia Araújo

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