quarta-feira, 13 de dezembro de 2006
Carmela Gross em "relação direta com o público"
Nós, membros da ONG Papel Jornal, fizemos uma entrevista com a artista plástica Carmela Gross.
Vocês verão a partir de agora a conversa que tivemos em um ateliê no Instituto Tomie Ohtake.
Carmela Gross cita um de seus conceitos nos primeiros instantes da nossa entrevista:
- A relação direta com o público, a espontaniedade de sentimentos é fundamental em uma obra de arte.
O mais interessante é que nós, da ONG, estávamos ali exatamente nesse sentido: naquele momento, Carmela era Obra-artista, desconhecida, elegante e jovial. Nós éramos público, tímidos, mas observadore, pois cada palavra, cada gesto, cada olhar, tudo era arte.
Carmela diz que todo trabalho de arte é político. Isso vem dos significados de uma sociedade, de seus vínculos e interação.
A artista também diz que a grande maioria de suas obras mesclam a simbologia (palavras) e sensibilidade (material). As palavras viram elementos em suas obras.
Isso é fantástico! Penso que esses elementos não entregam a obra de "bandeija" para o apreciador, mas faz com que a obra seja coletiva. "Arte é coletiva", diz Carmela.
Sendo assim, o artista não trabalha do nada e historicamente a obra só é obra se traz um objetivo dentro dela. "Arte é arte" e "o artista vira funcionário de sua obra", segundo Carmela nos relata.
Ao entrevistá-la, foram muitas as impressões que tivemos, mas estas colocações foram que as que mais nos marcaram no que diz respeito à identificação de Carmela Gross enquanto artista contemporânea.
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