sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Olga: amor de busão

Poema mais ou menos de amor: Eu queria, senhora Olga ser seu busão e guardar todo seu glamour depois que passar no catracão Que coisa louca O "vuco-vuco" do busão! Enquanto você pega sua carteira de oncinha Te olho com paixão Pena que não posso te oferecer salmon apenas sardinha (lotada eu sei) Tenho cheiro de leitão com todo o respeito Ah, te sentir tão apertadinha com suas joinhas de ouro Não se preocupe com o ladrão eu puxo o meu freio de mão. E sentir seu cheiro senhora seu perfume importado de Milão Meus preços nem se comparam a suas comprinhas seus sutiens com alcinhas seus casacos peludos como uma gata se encostam no meu colo duro. Ah, seus pés pisam em mim com puma leve... Você nunca me espera Mas hoje seu golf quebrado pneu furado você me deu crédito eu a integração Levo-te feliz E você com bicão Seu batom Seus cabelos e afins em um só tom. Naquele espaço me sinto um palhaço Entro em becos e vielas Sem saber o que faço Você é quem me dá o sinal com suas mãos de boneca de pano Até pareço ouvir um piano Você me larga Vejo-te no meu espelho descendo e correndo deixando em mim dores pisas com rancores Seus últimos passos no meu interior —te procuro como um cobrador Vou embora pelo corredor Você é meu segredo e sempre tenho medo de te sufocar senhora O golf pode ser seu amor Mas eu seu amante.

2 comentários:

Jana! disse...

Um luxo de poema!

Unknown disse...

Maravilhoso! Uma verdadeira obra prima. Está muito engraçado também.